Depressão
A depressão tem sido um problema de saúde pública. Porém é uma doença tratável com possibilidade de resultados rápidos quando o plano terapêutico é adequado.
Os principais sintomas são:
- afetivos: tristeza, culpa, ansiedade, desânimo, angústia, falta de vontade, choro com facilidade e anedonia (dificuldade ou impossibilidade em sentir prazer);
- comportamental: passividade, irritabilidade, isolamento, incapacidade para desempenho de tarefas cotidianas, inabilidade social e inércia;
- fisiológicos: alterações no sono, apatia, inibição psicomotora, agitação, inquietação, ganho ou perda de peso.
O modelo cognitivo-comportamental propõe que experiências iniciais provêm a base para formar conceitos negativistas sobre si mesmo, o futuro e o mundo externo.
No tratamento da Depressão trabalhamos a Tríade Cognitiva que consiste em três padrões cognitivos maiores que induzem o paciente a considerar a si mesmo, seu futuro e suas expectativas de uma forma muito pessoal.
1 - si mesmo: o primeiro componente da tríade gira em torno da visão negativa que o paciente tem de si mesmo.
2 - experiências: o segundo componente da tríade cognitiva consiste na tendência da pessoa deprimida interpretar suas experiências atuais de forma negativa.
3 - futuro: o segundo componente da tríade cognitiva consiste em uma visão negativa do futuro.
As Técnicas Terapêuticas são projetadas para identificar, testar a realidade e corrigir as conceituações distorcidas e as crenças disfuncionais por trás dos pensamentos.
Uma variedade de estratégias cognitivas (pensamento) e comportamentais é utilizada na TCC:
1 – monitorar pensamentos automáticos negativos (cognições);
2 – reconhecer as conexões entre cognição, afeto e comportamento;
3 – examinar as evidências a favor e contra seu pensamento automático distorcido;
4 – substituir estas cognições tendenciosas por interpretações mais orientadas à realidade; e
5 – aprender a identificar e alterar as crenças disfuncionais que o predispõem a distorcer suas experiências.
O terapeuta estrutura a terapia de acordo com um padrão específico que engaja a participação e a colaboração do paciente. Como o paciente deprimido está inicialmente confuso, preocupado ou distraído, o terapeuta o ajuda a organizar seu pensamento e seu comportamento, a fim de ajudá-lo a enfrentar as exigências da vida cotidiana.